IFP- Em Busca de Isaiah Berlin

Friday, November 20, 2009




Jornada de Celebração do Centenário de Isaiah Berlin
Em Busca de Isaiah Berlin


Ver Programa Disponível em: http://www.ubi.pt/Ficheiros/Noticias/FAL/FOLHETO_BERLIN.pdf
4 e 5 de Dezembro 2009 Sala dos Conselhos

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Thursday, November 12, 2009

19 De Novembro de 2009

Dia Mundial da Filosofia

O Núcleo de Estudantes de Filosofia - Sexto-Empírico, associado às comemorações do Dia Mundial da Filosofia, tem o prazer de convidar V.Ex. a comparecer no jantar que se vai realizar pelas 20 horas no Clube União. Seguida de discussão no horizonte do tema apresentado internacionalmente pela Unesco, e que toma por título:

A Filosofia no diálogo de culturas

Assim, aguardamos pela vossa presença, já que esta é sempre um alento às nossas aspirações filosóficas.


Agradecemos desde já a sua inscrição até ao dia 16 de Novembro, às 18horas, via e-mail: sexto-empirico@hotmail.com ou 932854665/963946343.

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Filosofia

Sunday, November 1, 2009


Se aguarda paciente e só no crepúsculo a coruja de Minerva levanta voo, é porque não é tão vaidosa e descuidada que se queira ver vista por todos. Por outro lado, se a noite genuína se apresenta como demasiado tardia para o seu erguer, é porque a coruja é assaz vaidosa e no lusco-fusco gosta ainda de se ver vista.
Assim, na quarta-feira a filosofia saiu à rua, e por ironia ou não, só ao crepúsculo conseguiu “levantar voo”, sustendo no dorso a “morte da ignorância”, não como uma mera representação sem conteúdo, mas como desejo e vocação.
Não que a ignorância não se detenha como parte da condição existencial do homem, simplesmente não deve servir de justificação à estupidez declarada, nem premiar a mediocridade, nem tanto mais, alimentar essa escória que por sua vez só sobrevive da letargia cerebral de outros tantos. Antes de mais, é “missão” da filosofia, mostrar-se intolerável face á hegemonia do saber gratuito, - hipócrita face às suas reais intenções, cínico na sua postura -, e mostrar-se de rosto inabalável quando o alento da questão mais profunda, fender até os fundamentos do mundo.
É certo que nós, alunos de filosofia da UBI, somos poucos, de ano para ano cada vez menos, mas lembremo-nos ainda: de cada vez que a boca seca – insaciável - se esforçar obrando de modo violento uma pergunta, decerto a coruja de Minerva soerguerá pelo menos os seus grandes olhos penetrantes e da grandiosa árvore do saber, um botão se corromperá para dar lugar a uma vigorosa flor. Nesse momento, ser um dos cinco inscritos na UBI no curso pós-laboral de filosofia constituirá de certo, uma nota de orgulho.
Lembrem-se disso. Até para o ano.

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Igual - Prêmio Melhor Curta Metragem Estrangeiro - 2008

Friday, October 23, 2009

Numa época de pretensa “crise de valores”, o lugar do outro (a alteridade) necessita de ser repensado. “O que vale o outro?” Eis uma falsa pergunta endereçada a uma falsa resposta. Não somos nós quem decide sobre o valor do outro, como se estivesse em nosso poder debitar ou creditar sobre o seu valor, sob uma estrutura puramente economicista. Esta “crise de valores” é uma falsa crise de valores, é uma má resposta a uma má pergunta: “Qual é o valor do outro?”; “O que podemos decidir por nós, tendo permanentemente como horizonte o “espectro” do outro?”. “O que devemos fazer?”.
Em parte este é um filme visionário, na medida em que a "valorização" do outro não aparece centralizada no homem enquanto sujeito, enquanto subjectividade, enquanto legislador autónomo. O homem não é por essência um ser ético, na medida em que não é ele que constrói a sua habitação (êthos), mas sim, - e esta é a pedra de toque da mostra cinematográfica -, o destino, em suma: a própria vida (não nos termos de uma bio-ética) comportando nela o estar-aí do homem. Verdadeiramente nunca saberemos nada sobre o outro (o seu valor; a sua dignidade; o seu porquê...), se o caminho não nos iluminar sobre isso, isto é, a própria vida descentralizada decisivamente do homem, ainda que comportando este no "centro" da revelação.
Façam os vossos juízos.

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Pensamento

Thursday, October 1, 2009

Pensamento,
Falsa noite onde um requintado girassol ainda vigora.
- Oh! Que nenhum poeta perpetue este movimento,
Que nenhuma criança atenue a sua dignidade
Que nenhum cantor a exalte -,
A seiva mamífera percorrendo cautelosamente
Os veios da mais inóspita aridez.
Onde, o que ainda não é nos espera,
Com uma serenidade jamais compreendida,
Como o pai eterno no alpendre da casa aguardando
Os seus filhos, apenas momentaneamente perdidos.

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EM BUSCA DA VERDADE- Ingmar Bergman

Tuesday, May 26, 2009


Em Busca da Verdade, é um filme acabado; enfim, aproximadamente uma hora e meia de filme, para revelar um segredo – o ajuste de contas final entre Ingmar Bergman e Deus.
Logo na primeira cena do filme ressalta a figura dos quatro – Karin, Martin, David e Minus – vindos do mar, como se tivessem realmente brotado dali e, de repente, no intuito de resolver todas as suas contendas (espirituais e não espirituais) se tivessem fixado naquela ilha – uma das incontáveis ilhas da Suécia – onde o mar e o céu de tão cinzentos quase que se confundem.
Em Busca da Verdade, é um filme intenso, onde todas as personagens desempenham um certo papel trágico. E se tudo roda em torno da loucura de Karin (Harriet Andersson), ela é ainda uma espécie de “bode expiatório”, que justifica o recolocar de certas questões, - retraídas propositadamente, ao simplesmente nunca colocadas. A loucura de Karin é representada neste filme, como sendo uma espécie de "excesso de vivência", que ainda que, não exploradas pelo resto da familia (pelos "não-loucos"), permanecem-lhe incrustadas no seu ser, prontas a serem exploradas, despoletadas no momento certo - no momento de conflito. A angústia desta personagem, é tão real como a de David (o seu pai) ou de Minus (o seu irmão), a questão é, que Karin, não consegue conter-se das suas dúvidas de forma a evitar ser também, como que, “engolida” por essas mesmas incertezas. Karin diz viver entre duas realidades, é lhe urgente escolher - para salvar a sua própria sanidade - em qual quer habitar: a realidade terrena, a cuidado do seu marido Martin, o dito “homem simples”, a quem o sentido da existência não merece resposta, porque já lhe aparece como dada; ou a realidade para-além, a realidade das palavras não ditas, da cara não vista, do corpo não palpável.
O grande problema está em Deus, é Ele quem dá corpo a esse para-além. Resolver a contenda com Deus, é a solução para “desambiguar” a existência; na corda bamba, entre a realidade sensível, tocável, familiar (logicamente finita) e a realidade transcendente, intangível, misteriosa, - aclamando por nós, sob o pretexto da eternidade.
A última deixa de Minus ("O papá falou comigo!...") transparece como a chaves do dilema e, enfim, de todo o dilema que o filme sustenta. É preciso esquecer Deus, para enaltece-lo a cada instante, na prática do amor que une, sob forças misteriosas e formas incompreensíveis. É preciso comunicar, quebrar o silêncio de Deus, tomar-lhe a palavra.
Torna-se necessário fechar as trancas à loucura (esquecer Karin), e esquecer também, esse enorme Deus invisível, "magro e feio", falso Deus de pau, de braços abertos sobre os altares de cada capela. A grande mensagem e esforço, do realizador de Em Busca da Verdade, é de trazer o “céu à terra”, da única maneira possível: pela prática do amor; da renúncia a Deus como transcendência e do restabelecimento da "paz" existencial pela resignação à finitude e limitação do homem.

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A PRISÃO - Jesús Zárate

Thursday, May 21, 2009



“O meu nome é Antón Castán”, assim principia o livro editado e premiado postumamente, A Prisão, do autor colombiano Jesús Zárate (1915-1967). Em traços rápidos ríspidos, o romance que Urbano Tavares Rodrigues prefacia com o título: “Filosofia na cela”; concentra-se quase inteiramente num único espaço, - o (sem)espaço de uma prisão. Um lugar onde a única liberdade permitida é a de pensamento, e onde ao próprio pensamento não lhe é permitido exercer a sua liberdade isoladamente, de forma egoísta, mas é sempre partilhado, explorado dialecticamente até, não à conclusão dos seus conceitos, mas à aceitação da pluralidade e à impossibilidade de os concluir – como se tal conclusão constrange-se, a própria liberdade do pensamento.

O fantástico neste romance, é o facto de não se saber se é verdadeiramente um romance (como pretendia a personagem Pablo Ibbieta), se é uma peça dramática (como asseverava David Fresno) ou se é, no final de todas as contas (como os três companheiros de cela, debatem no próprio livro), um simples diário que Castán resolvera assinar, como testemunha das liberdades tomadas na prisão (um paradoxo ainda assim: possível). Esta discussão, ainda que à primeira vista pareça fútil, acerca do estilo narrativo imposto no livro A Prisão, é também ela “chaves”, para a compreensão da complexidade do romance, escrito de maneira impecavelmente simples, mas com uma torrente de sentidos possíveis, que tornam-no uma missão impossível aos ávidos leitores que pretendam de um único golpe, desferir todos os sentido do texto. Não! Este texto não é para ler, é para ser relido!

A prisão, não é tão-só a transcrição de um simples diário, contendo no seu aspecto primitivo o mero relato de um - como o outro – dia após dia; o próprio diário é ultrapassado (transcendido), para dar lugar ao drama: um condenado inocente; um director prisional tirânico; a “angústia pela liberdade”; um súbito motim; o assassínio desse director prisional; uma rosa de caule de arame regada com todo o trato…

E isto não termina aqui, a própria expressão dramática, não contendo mais do que, um compósito de movimentos mais ou menos clarividentes, e facilmente mensuráveis por um público atento, neste livro essa mensuração não é possível, os temas são comuns (a liberdade; a justiça; a vingança) mas ainda assim complexos, as personagens são simples mas ainda assim autênticos poços perpétuos incendiando o tempo, com labaredas tão ténues, tão ténues, que só a densidade de um romance poderia alguma vez conter. Enfim, o que este livro é, só o leitor o poderá defender, sendo que, o que ele não seja está já contido nestas linhas, tão parcas, tão míseras, para exprimir tamanha obra!

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Metáforas

Monday, May 18, 2009

Finalmente julgo ter conseguido engendrar as palavras correctas, para exprimir, por inteiro, o meu singular sentimento como estudante na UBI.

É que nesta terra, não apenas me sinto como alguém fora da sua cidade, como até, sitiado noutra pátria qualquer, que não a minha. Aqui, todos me parecem falar alemão, é a língua da ordem, a língua que oficialmente circula pelos corredores da Universidade.

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A humanidade da razão. Ludwig Feuerbach e o projecto de uma antropologia integral‏

Sunday, May 17, 2009

Na próxima 6ª-feira, dia 22 de Maio, pelas 14:00h, na Sala do Conselhos, no âmbito do Seminário de Mestrado em Filosofia da Religião, estará na Universidade da Beira Interior, a Professora Adriana Veríssimo Serrão, da FLUL, reputada especialista no pensamento de Ludwig Feuerbach, autor da obra Das Wesen des Christentums.
Contamos convosco!

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Conferências IFP

Tuesday, April 28, 2009

Realizar-se-á amanhã - 29 de Abril - na Sala dos Conselhos I pelas 17 horas, duas conferências sobre a técnica conduzidas respectivamente por:
- José Pinheiro Neves (U. Minho), O apelo do objecto técnico;
- José António Domingues (UBI), Mundo da vida: praxis e técnica.
Contamos então com a presença de todos os interpelados, sendo estes os que justificam a realização destes tipo de eventos.

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Amizade ou "comércio de almas"


Enfim, Amizade!? Tudo isto é falso, gratuito, pornográfico, assexuado; se fosse preciso matar-vos-ia a todos como me atrevo nestas linhas sudoríparas e de uma amizade de fazer enternecer o próprio diabo...
Amizade! Chamarei a isso canibalismo moral; parasitismo dissimulado. A amizade para que se possa afirmar enquanto tal, deve ter sempre em conta o baluastre da liberdade, para que ela não resulte de uma necessidade que não advenha da livre e espontânea vontade de partilhar, mas sim de um suíno e maquiavélico desejo de alimentar um narcisismo capital.
Convidaram-me para tomar um café ontem à noite, mas o que pretendiam verdadeiramente esses "crocodilos com as lágrimas de fora"? O que se ocultava nas entrelinhas deste convite em nada sui generis e em tudo hipócrita quanto às suas verdadeiras intenções? Não que eu não goste de conversar, de prostituir-me confessionalmente sobre o pretexto da amizade. Não que eu não goste de me exibir e de mostrar todo o meu impudor sob a "poética" do pudor característico da amizade. Amizade que cala, consente, sob um pacto mercantil que negligenciando os favores materiais, pretende como legítima moeda de troca: a própria alma do novo amigo.
Fazer um amigo é transferir "aguilhões" que perturbam o espírito do que se quer fazer amigo, de modo a que estes, passem a ser desde logo suportados por mais um, sob a ordem do silêncio, encoberto no "valor da amizade".
Há assim, verdadeiramente, um "valor da amizade", um custo inerente a quem assinar o pacto, o tal silêncio sob o custo último da ordem de morte e a troca justa de uma por outra: acção ou palavra. "Se eu te disse isto sobre mim, tu, como meu amigo, tens a obrigação subscrita no nosso pacto, de me dizer qualquer coisa - sob o mesmo valor correspondente - sobre ti mesmo..." Eis a balança, o aspecto financeiro da amizade!
Serei pois mais amigo daquele que me deixar passar, do que daqueles mais interessados a preencher uma lacuna invertebravelmente egoísta, que argumentando de mil e uma maneiras imploram - aconselhando - para que permaneça do seu lado, - isto é, que lhes satisfaça um fetichismo narcísico inerente à sua natureza egocêntrica e lhes transmita sobre um oculto e sagrado "comércio de almas", mais e mais poder.
Sem mais e com íntegra amizade, me despeço...

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